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Maturidade a caminho Bandas, CD do KLB, traz releituras de clássicos do pop dos anos 1960 a 1980. Grupo, que já vendeu 4 milhões de discos, anuncia gravação de novo DVD O novo projeto do KLB quer aproximar gerações. Com o CD Bandas, que acaba de ser lançado pela Universal, Kiko, Leandro e Bruno fazem uma compilação de três décadas, dos anos 60 aos 80, em versões que apresentam hits como Rádio Pirata (RPM) e clássicos do pop rock como Pro dia nascer feliz (Barão Vermelho) para as centenas de fãs adolescentes do grupo. Com mais de 4 milhões de cópias vendidas dos sete CDs gravados em sete anos de carreira, os pupilos de Franco Scornavacca descansam do trabalho autoral para relembrar sucessos da música popular brasileira em arranjos com a personalidade do grupo. Para os integrantes do KLB, o disco é mais que uma coletânea de releituras. Agrupa músicas garimpadas num repertório vasto para atiçar a memória dos mais velhos e revelar à juventude o que embalou, anos atrás, os quase quarentões de hoje. "Enfrentamos uma seleção complicada, que passou por inúmeros sons que a gente curte. Crescemos ouvindo essas músicas, aprendemos a tocar com elas. Foi bem difícil deixar várias de fora, mas o leque de opções era realmente muito grande", comenta o baixista Bruno Finato Scornavacca, o mais jovem dos irmãos, com 23 anos. Ele lembra que a gravadora apresentou ao trio entre 80 e 100 sucessos, para que começassem a garimpagem. A coincidência foi que, antes de receberem a proposta para realizar CD neste formato, os músicos já estavam pensando na possibilidade de relembrar hits de décadas passadas que continuam presentes no imaginário da juventude. Muitas delas, o KLB não conheceu na época em que foram lançadas, já que o mais velho dos irmãos, o guitarrista Kiko, tem 28 anos, e Leandro, responsável pela bateria e vocais, 25. A decisão sobre as 14 faixas do CD foi unânime. Entre elas, Balada do louco (Mutantes), Erva venenosa (Rita Lee), Whisky a go go (Roupa Nova), O astronauta de mármore (Nenhum de Nós), além de Todo azul do mar (Flávio Venturini), lançada como primeira música de trabalho do disco. Todos os grupos pesquisados, lembra Bruno, fazem parte da história do KLB e influenciam o estilo dos irmãos. Acompanhados de perto pelo pai, baixista que se destacou na Jovem Guarda, eles lembram que a música faz parte da rotina da família. "Comecei a tocar aos cinco anos. Toda a memória que tenho, como viagens de carro, passeios e reuniões em casa, tem a música por perto", conta. Quando os meninos faziam shows despretensiosos para grupos de amigos e familiares, "brincando de tocar", esse era o repertório predileto, da platéia e dos intérpretes. África: sofrimento e identidade Entre as experiências mais marcantes do KLB está a viagem à África, em 2002. O grupo fez dois shows em Angola, onde a música da banda estava entre as mais tocadas nas rádios locais. "Foi bacana atravessar o oceano e ver as pessoas cantando nossas músicas com aquele sotaque", recorda Bruno Scornavacca. O baixista conta que encontrou o país ainda ressentindo as conseqüências da guerra, com armas no chão, carros destruídos, capacetes de soldados como entulho e muitos lugares transformados em campos minados. "Mesmo com todo sofrimento, eles foram muito acolhedores, nos receberam com carinho. Nunca imaginei que nossa música nos levaria tão longe", diz. Fonte: Divirta-se BlogShow
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