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KLB Bandas Depois de um trabalho eminentemente autoral, o KLB volta com um projeto que já está dando o que falar. O novo CD de Kiko, Leandro e Bruno, KLB Bandas, propõe um passeio por hits que fizeram a cabeça de várias gerações, dos anos 60 aos 80. Um desafio foi lançado: por que não dar cara nova para canções que estão na cabeça de pais e filhos? Mais ainda, por que não as trazer para o universo contemporâneo do KLB? Os irmãos não só toparam, como abraçaram a idéia com muita competência – afinal, eles sempre partem da premissa de que o KLB é uma banda formada por três músicos. Acompanhe na íntegra a entrevista que a revista Nova Opção fez com o grupo: Nova Opção. A mudança de pop para ritmo ‘anos 80’ será sucesso garantido, mas em algum momento vocês tiveram medo dessa mudança? (medo de críticas por parte do público?) KLB. Acho que, na verdade, não existe essa mudança de ritmo. Sinto que o Brasil na verdade passa por um certo problema de identidade, pois podemos perceber, por exemplo, quando se cita MPB, que são lembrados Caetano, Gil, Bethânia, e, ao que sabemos, a sigla deveria se aplicar a qualquer estilo que fosse popular e brasileiro. Podemos perceber que essa crise de identidade ocorre já há algum tempo. A música sertaneja por exemplo hoje é uma música urbana, o samba se mistura ao pagode e a grande massa não diferencia o funk do hip-hop. Vivemos no país da mistura, e é por toda essa grande fusão que costumamos dizer que o KLB é Pop Rock Romântico, o Pop do popular,o Rock que sempre foi nossa maior escola e o romântico, pois as músicas quase que sempre se referem ao amor ou à falta dele. Nova Opção. Qual é a sensação de mostrar amadurecimento e cantar para um público mais adulto? KLB. Não vejo sensação em mostrar amadurecimento, acho que isso é uma tendência natural do ser humano com o passar do tempo, dos anos, aplicando-se no cotidiano esse aprendizado. Com o passar desses anos, pude perceber, principalmente em shows, o crescimento não só em número, mas também em idade do público do KLB. A média de idade vai de 20 a 40 anos, isso significa continuar com aquele público que tinha na época seus 15, 16 anos, e adicionar à esse público que tem hoje seus vinte e poucos anos um público novo, infantil que se renova e idosos, que muitas vezes nos locais de possível acesso se fazem presentes também. Nova Opção. Qual o peso da responsabilidade por serem exemplos de maturidade e sucesso para os adolescentes de hoje? KLB. Acredito que esse “peso” possa sim existir, mas com certeza se faça mais “pesado” para aqueles que de uma forma, ou de outra, vestem algum tipo de máscara, principalmente quando estão diante das câmeras. Acredito que quando se lida com a verdade, não se deve temer nada e, daí, ser um exemplo na verdade passa a ser um orgulho. Se esse for o caso, que eu meus irmãos possamos ser um bom espelho, pelo menos ao mostrar para as pessoas que muitas coisas fazem a diferença na vida simples, que é, sem dúvida, a mais gostosa. A família ainda sim é o maior alicerce da felicidade. Nova Opção. Nos próximos shows de divulgação do novo álbum, vocês tocarão também os sucessos de KLB dos álbuns mais antigos? KLB. Sem dúvidas. Construímos com muito trabalho, em parceria direta com nosso público, a nossa carreira, a nossa história. Cada uma das pessoas que estiveram e estão juntas com a gente, desde o começo, tem suas páginas e essas não podem simplesmente ser arrancadas. É uma trajetória de 7 anos de muita batalha e essas músicas são o elo, são nossa ligação direta com essa galera. Nova Opção. Onde vocês estarão fazendo shows nos meses de junho e julho? (quando está previsto show em São Paulo?) KLB. Não sei responder os locais, mas todos eles estão listados na nossa agenda disponível no nosso site na internet, aliás, novo site, cara nova, algo que vale a pena acessar e conhecer um pouco mais. Acredito que até agosto devemos estrear um novo show em São Paulo. Nova Opção.De todos os sucessos antigos que estão no novo álbum de KLB, tem alguma canção que é preferida? (pergunta aos três integrantes e citar a preferida de cada um) KLB. Chegar nas 14 faixas finais do disco já foi uma grande dificuldade, pois estamos falando de 3 décadas de música. Este disco é como um tributo a essas bandas. Em particular, “Balada do louco” me fascina, talvez pelo arranjo, talvez pela letra, não sei precisamente o que me atrai tanto nessa canção, mas é minha preferida junto com “Todo azul do mar”. Nova Opção. Houve alguma divergência em relação à escolha das canções? (divergência de opinião entre os integrantes e o produtor da banda ou entre os próprios integrantes?) KLB. Não houve divergências não, sabíamos muito bem o que queríamos e fomos quase que direto ao assunto, apesar de que nossa única discussão foi a “frustração” por ter que deixar algumas bandas de fora que também tiveram e têm uma enorme importância e contribuição na história da música. Nova Opção. Quais são as expectativas da banda para o futuro? (Além do sucesso, claro!) KLB. Meu grande sonho é anexar a esse trabalho do KLB uma carreira internacional, mas falo de uma carreira internacional bem sucedida diferente de muitos que jogam trabalhos no mercado externo e nada de verdade acontece. Queria fazer uma carreira bem plantada e sólida, assim como foi feita aqui no Brasil, pois acho que a música é mundial, e cantar em inglês é algo que adoramos e fazemos desde pequenos. Outra coisa é fazer com que o KLB seja reconhecido como um banda que somos.Infelizmente nem todos conhecem. Costumo até dizer que não somos cantores que tocam, mas sim músicos que cantam, uma vez que tocamos muito mesmo antes de cantarmos. Nova Opção. Algum de vocês pensa em um dia fazer carreira solo? Acham que é importante para o trio separar-se para conquistar mais liberdade? KLB. Acho que a liberdade não está na solidão da vida, seja profissional ou pessoal. A liberdade está em se poder fazer o que se gosta com quem se gosta simplesmente por prazer, assim é a vida, assim são os relacionamentos. As pessoas, quando na maneira natural e saudável ficam juntas porque se gostam porque se completam, porque se fazem bem, nada os prende. Assim é nossa união. Trabalhamos juntos, somos uma família, existe amor, e a liberdade é absoluta aqui dentro. Cada um tem sua contribuição sempre para o todo. Várias cabeças sempre pensam melhor que uma, os pesos podem também ser divididos. Saborear as vitórias com quem se ama, realmente tem um sabor especial. Nova Opção. Deixem uma mensagem para os leitores da Revista Nova Opção. KLB. Queria agradecer a oportunidade de falar desse trabalho, de mostrar um pouco do nosso pensamento e dizer que, a cada dia, surpreendo-me, num país como o nosso que vive em constante dificuldade, por poder contar sempre com a ajuda, o apoio e o carinho, tanto do nosso público que está desde o começo conosco, quanto de vocês que nos dão essa oportunidade de manter as portas abertas, servindo de elo. Obrigado a todos vocês da Nova Opção e que sejam sempre a “Melhor Opção”... Um grande abraço Fonte: Revista Nova Opção Por:BlogShow
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