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Leandro do KLB confessa ser outro após Dança do Gelo Palavra de Campeão - JÁ NAS BANCAS!! O gato revela que pegou amor à patinação, o que o ajudou a vencer desafios Foi paixão à primeira patinada. É assim que o cantor Leandro, da banda KLB, descreve sua fascinação depois de vencer o Dança no Gelo 3, do Domingão do Faustão, no dia 25 de novembro. Durante os cinco meses de competição, o gato diz que se renovou. Ele fez amigos ao longo da disputa, como o craque Tande; se soltou bastante graças à dança e aprendeu muito, inclusive com os dois tombos sérios que levou e que o ensinaram a superar desafios em todos os sentidos. Aqui, o maninho de Kiko e Bruno conta essa emocionante história. tititi - Você ficou surpreso com sua vitória na Dança no Gelo? Leandro - Olha, batalhei muito para conseguir vencer. Acho que quando se tem um objetivo e sorte você consegue, e foi o que aconteceu. Me esforcei demais e tracei uma meta. Quis muito e consegui vencer. O que foi mais difícil superar durante os treinos? Tudo é difícil. Eles são difíceis e na hora de se apresentar é bem mais. Não é que dá medo. É que você quer fazer certo aquilo que treinou, mas só tem uma chance de se apresentar e é isso que dá tensão. Não é igual a um treino em que você pode cair. E é esse sentimento que às vezes o domina. Você treinava quantas horas? Todos os dias, por quatro horas. Eu era quem mais treinava. Saía da Globo e ia para o Shopping Barra Garden praticar na pista que tem lá. Isso durou cinco meses. Quais os toques mais importantes que Andreia Yonashiro, sua instrutora, passou para você? Tudo, ela me ensinou a patinar. A Andreia me mostrou todos os princípios do esporte. Sempre que você começa alguma coisa, tem que partir do zero. E ela me ensinou a ter equilíbrio, postura, e a saber trocar de fio, que é um dos domínios mais importantes na patinação. Você chegou a cair duas vezes nesse meio tempo e até teve que passar por uma cirurgia. Como foi isso? Olha, eu caí muito... E, por causa de um desses tombos, precisei fazer uma microcirurgia do lado esquerdo da perna (na coxa, perto do bumbum). Na verdade, foi uma punção. Houve uma hora em que o músculo arriou e deu um alerta, como quem diz "chega, né?" Eu já tinha sofrido uma queda dessas no começo, mas, como o Fausto Silva havia tirado duas semanas de férias, tive como me recuperar. Agora, no final, quando bati de novo, não conseguia andar. Nessa hora, pensou que estaria fora do quadro? Sim. Falei: "estou fora!" Porque o tombo foi na quinta e a apresentação seria no domingo. Achava que não tinha como até que o Tande ligou para os médicos da Seleção Brasileira de Vôlei e eles foram ao hotel me examinar. Me deram tratamento vip. Tudo por causa do Tande. Se não fosse ele, eu teria parado, com toda certeza. Foi uma superação, então? Sem dúvida. Não conseguia andar, não conseguia dormir, tudo por causa da dor. Fiz a cirurgia, ainda sentia muita dor e, no dia da apresentação, estava com quatro pontos na perna. O que acabou lhe dando força para entrar na pista? Acho que quando você entra em qualquer coisa tem que ser para querer se superar. Entrar numa situação qualquer só por entrar é melhor ficar em casa. Quis continuar porque estava gostando de patinar, gostando de conviver com as pessoas que conhecia, e de participar da competição. O apoio do Tande foi muito importante para você, não? Foi. Ele é um amigo irmão que encontrei. Uma pessoa pela qual a gente tem muita consideração aqui em casa. É como se fosse da família. Quais os benefícios que a dança no gelo pode trazer? Um bem-estar muito grande. Não conhecia, nunca tinha visto nem filme de patinação. Tinha até um pouco de preconceito. Agora, vejo como eu era besta. Há muitos homens que fazem patinação no gelo. Os russos, por exemplo, desde criança aprendem a patinar. É tudo questão de cultura. E agora estou alucinado e nunca mais vou parar de patinar. Se tivesse que escolher entre um ou outro, iria preferir cantar ou patinar no gelo? Cantar. Não dá nem para comparar. A patinação é um bem pessoal, um hobby, né?! Mas a música é minha vida, já está em outro estágio. Autor: Por Raquel Borges http://semanais.abril.com.br/tititi Fonte:KLB.Net
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